RITALINA – UMA PALMATÓRIA MODERNA

Na hora de falar sobre o que as crianças aprendem nas escolas hoje em dia... É praticamente revoltante, por assim dizer. É duro saber que eu, a minha esposa e você, caro leitor, já passamos por isso também. E infelizmente, o seu filho também está passando. (A menos que ele estude em uma dessas escolas com um modelo pedagógico diferente, tipo Waldorf, Montessoriano...)

Debatendo e estudando sobre o que aprendemos na escola convencional, fica claro que foi um grande desperdício de tempo, energia, além de sofrimentos e frustrações; pois ao tentar “aprender” (diga-se, decorar), a maioria de nós não conseguiu se encaixar ficou com a autoestima baixa por não conseguir e foi chamado de fracassado pela sociedade, seja de forma direta ou indireta - através de oportunidades medíocres para o resto da vida.

Há também aqueles que não conseguem ficar sentados por um longo período, se interessam por várias coisas ao mesmo tempo, querem que os escutem, adoram questionar e explorar outras possibilidades, mas... São taxados como: disléxicos, portadores de transtornos de conduta ou o famoso transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

Então começa o “empurra-empurra”, os pais sem tempo, empurraram os filhos para serem educados pela escola, a escola por sua vez devolve a responsabilidade aos pais e recomenda especialistas, como solução ao desempenho acadêmico e comportamental. Psiquiatras, Psicólogos, Neuropedadogos e afins, todos na tarefa de “corrigir o erro da criança”. Mas o erro está na criança ou no método de ensino que se mostra ineficiente e ultrapassado? Entretanto, ao culpabilizar a Educação e a Política (por trás disso ou até responsabilizar os pais) é mexer com gente grande.

Na impossibilidade de atingir os verdadeiros culpados, o que se viu na última década foi um aumento de mais de 700% no consumo de Ritalina, ou seja, as crianças estão pagando o pato. Elas são indefesas e estão nas mãos dos adultos. O resultado disso é uma infância silenciada, cujos sonhos e ideias transformadoras, que outrora nos tiraram das cavernas, estão sendo apagados quimicamente.

Antes, os pais batiam em seus filhos e deixavam muitos traumas físicos e psicológicos, para que eles se comportassem. Hoje a ritalina não deixa cicatrizes e aparentemente até melhora o comportamento e a cognição, mas os efeitos a médio e longo prazo dessa “palmatória moderna” tendem a ser muito mais devastadores do que a antiga.

VALE A PENA CONFERIR:

CUIDADO ESCOLA – Paulo Freire et al.
(Quem achar onde comprar me avisa)

Pais Brilhantes , Professores Fascinantes – Augusto Cury

A ritalina e os riscos de um 'genocídio do futuro' – UNICAMP

Sobre a Inquietude das Crianças Dentro um Mundo Insone – Angel Roman

Déficit de atenção é diagnosticado em excesso, diz pesquisa

Consumo de Ritalina no Brasil cresce 775% em dez anos


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