“Cuidar do desenvolvimento do seu filho é como levá-lo a olhar para o horizonte: você pode fazê-lo olhar do chão ou levá-lo a subir uma montanha e observar lá do alto. Em qual dos pontos ele poderá olhar mais longe?
No alto da montanha, os limites para enxergar o horizonte são diferentes do chão, assim como o nível de dificuldade da subida. No chão não tem dificuldade, mas os limites são maiores e também não há viagem ou experiências. E o mais triste de tudo? Sem cumplicidade e companheirismo. A dificuldade é relativa nesse caso, pois a falta da mesma hoje será a dificuldade de se relacionar com o filho amanhã, porém com uma enorme diferença: o obstáculo de hoje será em prol de um benefício – subir a montanha para expandir os horizontes, criar vínculo com o filho e mostrar os caminhos da liberdade para ele. Já a de amanhã, será pela falta de estrutura emocional, pelos limites que estarão presentes entre ambos e também entre o filho e a comunidade mundo afora que ele terá que encarar.
Investir tempo, dinheiro, carinho, limites e firmeza para seus filhos hoje é ganhar qualidade de vida amanhã. A busca desenfreada em garantir a segurança financeira da família sem levar em conta os fatores não compráveis é loucura em termos de educação. O equilíbrio é a solução. Educar para a liberdade é o ato de não investir pensando em cobrar depois.
Na maioria dos casos, tanto os pais que só investem dinheiro na formação dos filhos, como aqueles que investem tempo e dedicação também, no final das contas fazem uma única coisa depois: cobrá-los. Cobra para entrar na faculdade X, exige seguir a religião Y, entrar no emprego Z e por aí se vai todo o alfabeto de cobranças. Mas eu questiono: isso é educar? E se o filho não seguir os pré-determinados caminhos, ele é tido como ingrato – fora os muitos outros nomes que o remetem e rotulam à falta de amor e consideração por tudo aquilo que foi feito a eles. Isso é mesmo educação?
O pai querer o melhor para o filho e se preocupar para que ele não vá para um mau caminho é o esperado, e louvável inclusive. O problema é quando o querer passa a ser exigência e condição para demonstrar amor e gratidão. Sonhe a medicina para seu filho, futebol, carreira de modelo, chamado espiritual, balé e o que mais desejar. Mostre esses caminhos também, afinal quem é responsável pela mente em formação que está diante de você é você mesmo, pai/mãe. Porém, não deixe que ele pense ser o único caminho. Leve-o a enxergar mais longe, mostre os sabores e os dissabores do máximo de coisas que você conseguir e o incentive a experimentar por si só também. Será que essa não é uma fórmula mais sensata para mostrar o quanto você os ama? E não menos importante... O quanto você confia no seu filho – principalmente confia na educação que você deu a ele.
Educar é preparar para a liberdade. Um dia esse dia chega, o pequeno cresce e baterá suas próprias asas. E quanto mais preparado ele estiver, mais seguro será seu voo mundo afora. Pois se você mostrar e o deixar escolher, pode até ser que ele escolha aquilo que você sonhou, mas caso ele não escolha, tenha certeza que ele levará os valores que você o passou. Isso já não é o objetivo cumprido? Melhor ele levar seus valores para que o proteja, do que levar a raiva e desperdiçar tudo aquilo que você tentou passar, apenas por capricho e orgulho. Um filho revolto com a imposição rígida dos pais, busca ver sua identidade sendo firmada através das escolhas que, se feita de forma tempestuosa e imatura, serão totalmente prejudiciais ao bem estar dele próprio, que apenas quer mostrar ser um ser humano único e capaz de ter os próprios sonhos, sem que isso tenha haver com gostar ou não, valorizar ou não.
Educar para liberdade é o mesmo que deixar a gaiola aberta, confiante que o pássaro é responsável e capaz para aprender, mesmo se cometer alguns erros. É também o jeito mais fácil de tê-lo presente, trazendo alegria para ambiente com a sua presença. Tente oprimir seu filho para ver se ele não escapa na primeira oportunidade, doa o que doer, custe o que custar. E se não escapar é porque, assim como um passarinho que nasceu em cativeiro, não sabe como voar e não sobreviveria em um ambiente selvagem – como a realidade da porta de casa para fora.”
No alto da montanha, os limites para enxergar o horizonte são diferentes do chão, assim como o nível de dificuldade da subida. No chão não tem dificuldade, mas os limites são maiores e também não há viagem ou experiências. E o mais triste de tudo? Sem cumplicidade e companheirismo. A dificuldade é relativa nesse caso, pois a falta da mesma hoje será a dificuldade de se relacionar com o filho amanhã, porém com uma enorme diferença: o obstáculo de hoje será em prol de um benefício – subir a montanha para expandir os horizontes, criar vínculo com o filho e mostrar os caminhos da liberdade para ele. Já a de amanhã, será pela falta de estrutura emocional, pelos limites que estarão presentes entre ambos e também entre o filho e a comunidade mundo afora que ele terá que encarar.
Investir tempo, dinheiro, carinho, limites e firmeza para seus filhos hoje é ganhar qualidade de vida amanhã. A busca desenfreada em garantir a segurança financeira da família sem levar em conta os fatores não compráveis é loucura em termos de educação. O equilíbrio é a solução. Educar para a liberdade é o ato de não investir pensando em cobrar depois.
Na maioria dos casos, tanto os pais que só investem dinheiro na formação dos filhos, como aqueles que investem tempo e dedicação também, no final das contas fazem uma única coisa depois: cobrá-los. Cobra para entrar na faculdade X, exige seguir a religião Y, entrar no emprego Z e por aí se vai todo o alfabeto de cobranças. Mas eu questiono: isso é educar? E se o filho não seguir os pré-determinados caminhos, ele é tido como ingrato – fora os muitos outros nomes que o remetem e rotulam à falta de amor e consideração por tudo aquilo que foi feito a eles. Isso é mesmo educação?
O pai querer o melhor para o filho e se preocupar para que ele não vá para um mau caminho é o esperado, e louvável inclusive. O problema é quando o querer passa a ser exigência e condição para demonstrar amor e gratidão. Sonhe a medicina para seu filho, futebol, carreira de modelo, chamado espiritual, balé e o que mais desejar. Mostre esses caminhos também, afinal quem é responsável pela mente em formação que está diante de você é você mesmo, pai/mãe. Porém, não deixe que ele pense ser o único caminho. Leve-o a enxergar mais longe, mostre os sabores e os dissabores do máximo de coisas que você conseguir e o incentive a experimentar por si só também. Será que essa não é uma fórmula mais sensata para mostrar o quanto você os ama? E não menos importante... O quanto você confia no seu filho – principalmente confia na educação que você deu a ele.
Educar é preparar para a liberdade. Um dia esse dia chega, o pequeno cresce e baterá suas próprias asas. E quanto mais preparado ele estiver, mais seguro será seu voo mundo afora. Pois se você mostrar e o deixar escolher, pode até ser que ele escolha aquilo que você sonhou, mas caso ele não escolha, tenha certeza que ele levará os valores que você o passou. Isso já não é o objetivo cumprido? Melhor ele levar seus valores para que o proteja, do que levar a raiva e desperdiçar tudo aquilo que você tentou passar, apenas por capricho e orgulho. Um filho revolto com a imposição rígida dos pais, busca ver sua identidade sendo firmada através das escolhas que, se feita de forma tempestuosa e imatura, serão totalmente prejudiciais ao bem estar dele próprio, que apenas quer mostrar ser um ser humano único e capaz de ter os próprios sonhos, sem que isso tenha haver com gostar ou não, valorizar ou não.Educar para liberdade é o mesmo que deixar a gaiola aberta, confiante que o pássaro é responsável e capaz para aprender, mesmo se cometer alguns erros. É também o jeito mais fácil de tê-lo presente, trazendo alegria para ambiente com a sua presença. Tente oprimir seu filho para ver se ele não escapa na primeira oportunidade, doa o que doer, custe o que custar. E se não escapar é porque, assim como um passarinho que nasceu em cativeiro, não sabe como voar e não sobreviveria em um ambiente selvagem – como a realidade da porta de casa para fora.”

Nenhum comentário:
Postar um comentário