Na primeira fase do desenvolvimento, a criança é um ser totalmente aberto para o mundo, sendo suscetível a todos os estímulos deste. Agora nessa segunda fase que vai dos 07 aos 14 anos, ela já possui uma interioridade maior e precisará de um elo de ligação entre esses dois mundos. Sendo aqui que entra o papel da autoridade: dos pais, professores e demais responsáveis pelo seu processo de formação.
Antes, a criança recebia tudo e basicamente imitava tudo o que via dos adultos, puro e simplesmente por um processo de espelho, agora ela não mais irá imitar, mas passará a seguir os exemplos das autoridades que a cerca, é mais para um escolha do que simples imitação em si. Apenas cuidar dos estímulos que a criança irá receber não serve mais tão bem quanto servia antes, é preciso verdadeiramente ser esses estímulos. Ou seja, seus valores e ideais pode beneficiar ou prejudicar a formação e visão do mundo infantil.
Já que a autoridade nessa fase é importante, mais importante ainda é o equilíbrio dessa autoridade, pois uma atitude mais excessiva pode gerar timidez e insegurança no futuro. Do contrário, a falta de regras e limites leva a uma extroversão exagerada, levando a criança a desconhecer seus limites e o do outro. Geralmente a autoridade amada pela criança é o professor(a), sendo o elemento mágico da educação dessa época. Ou seja, o que ele ou ela diz e transmite é o verdadeiro.
Nessa fase os hábitos criam bases e, por exemplo, hábitos alimentares, higiênicos ou o de rezar; quando adquiridos nessa fase, muito mais chances terão de permanecer ao longo dos anos. Assim como o comportamento dos pais tende a influenciar como o filho adulto irá lidar com o seu casamento ou agir ao liderar um grupo.
Uma tendência muito forte nessa fase é dos adultos rotularem essas crianças das mais diferentes formas, seja para baixo ou muito para cima. Também é quando um número enorme de normas e regras são "enfiadas" no mundo delas, geralmente focadas naquilo que não pode ser feito e suas consequentes punições.
A criança mais quieta, intelectualizada e obediente geralmente são as que mais agradam os adultos, ganhando elogios, mimos e afins. Porém, se a criança atinge esse nível de comportamento devido as tendências mencionadas no parágrafo anterior, há grande chances que isso se torne um empecilho para o desenvolvimento de um pensar, sentir e agir sadios quando adultos.
Lembrando que a fase seguinte é a adolescência, tão temida por muitos, por se tratar de uma fase de grandes transformações e questionamentos, muitas vezes acompanhados por grandes doses de rebeldia e desacatos. O melhor para ambos é garantir todas as bases possíveis para a educação de seus filhos. Sendo a primeira, e essa a segunda fase, pontos fundamentais para se preparar a tudo que ainda está por vir. Já que na adolescência a busca é por liberdade e autenticidade, melhor garantir que os futuros pilotos da vida, tenham todas as ferramentas possíveis para alçarem grandes voos e da forma mais segura possível. Não concordam?

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