Profissão, do latim professio, é a ação e o efeito de professar (exercer um ofício, uma ciência ou uma arte). Agora, se vocês pegarem a definição desses 3 termos, verão que tem tudo a ver com a maternidade. A maternidade é tanto um ofício, como uma profissão e uma arte. Pois ela, para ser exercida, necessita de técnicas e habilidades específicas, seja formais com as da qualidade de uma ciência (psicologia, medicina, engenharia, etc); seja informais cuja aprendizagem consiste na prática e no acompanhamento de um profissional ao longo dos anos (sapateiro, carpinteiro, ourives, etc).
Pois bem, pegando novamente o exemplo de um médico cirurgião, tal como fiz no texto anterior, é imprescindível que ele tenha um diploma que comprove suas habilidades, uma vez que a vida do paciente depende do seu trabalho. E será que só por esse exemplo não da para entender o quanto a maternidade é uma profissão tanto quanto as outras e além, a mais importante? Não está a vida do filho inteiramente nas mãos dos pais? Por que deve ser exigido diploma de um profissional, com horas de experiência, cursos, palestras e etc, para que ele esteja habilitado a ser responsável por uma vida? E se isso é exigido dos profissionais remunerados, por que não é exigido uma qualificação igualmente eficaz para os pais, afim de garantir o mínimo de qualidade à formação dos filhos? Não seria a vida de uma criança tão importante quanto a vida de um paciente médico?
Digo que a vida das crianças tem, não mais importância, mas merece mais importância do que qualquer outra, pois é a defesa da vida de uma criança em todas as suas instâncias, que irá garantir a qualidade dessa criança para o resto da vida e, quando olhado a partir do todo, a qualidade dessa de vida dessa criança irá resultar na qualidade de vida de toda uma sociedade, pois o indivíduo que cresce saudável, além de permanecer saudável irá gerar mais indivíduos saudáveis e essa é a solução que precisamos nos dias de hoje:
“Cuidar da preparação e planejamento dos pais, para que os filhos cresçam saudáveis e comecem a gerar outros indivíduos saudáveis até que toda a sociedade terá rompido com esse ciclo vicioso de traumas e distúrbios psicológicos que só vem aumentando.”
Pais saudáveis geram pais saudáveis. Pais doentes geram filhos saudáveis que se tornarão pais doentes, se nada for feito...
“Crianças que têm uma infância feliz serão adultos saudáveis”, revela um estudo da Universidade de Helsínquia na Finlândia, citado no Medical News Today.
De acordo com esse estudo, essas crianças da infância feliz, por viverem em um ambiente mais estável emocionalmente; aprendem a controlar a agressividade e a impulsividade desde cedo, permitindo se tronarem adultos com menos problemas a nível cardiovascular, além da tendência a comer alimentos mais saudáveis, o que também se resumira a mais saúde no futuro.
Para finalizar esse assunto, que é muito denso e complicado, pois atinge a todos nós, já que tivemos ou sabemos quem teve problemas na infância e que agora estão enfrentando problemas como adultos e principalmente como pais; quero abordar a questão da adoção, segundo as palavras do juiz titular da Vara da Infância e Juventude da Lapa, em São Paulo (SP), e coordenador da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo, Reinaldo Cintra Torres de Carvalho):
“Quem quer adotar precisa saber que vai ter que passar e ser aprovado por uma série de análises de especialistas da Vara da Infância. ´Algumas pessoas têm uma dificuldade muito grande para serem avaliadas. Elas acham que o simples fato de quererem ser pais é suficiente, não aceitam as avaliações´, afirma Torres de Carvalho” (10 de Out. 09)
Nas referências vocês poderão conferir na íntegra a reportagem sobre o estudo Finlandês e também sobre os 10 passos para adotar.
Agora, porém, faço mais algumas indagações: um ambiente psicossocial saudável não é importante para qualquer criança? Por que então não é dado atenção aos pais em todas as instâncias, seja em processo de adoção ou de gravidez?
Quero fazer desse texto um alerta a você, pai, mãe, professor(a), tia(o), avó(ô), adulto ou criança; a maternidade é muito importante sim, é a mais importante, pois é ela quem prepara o médico, o político, o juiz, o advogado, professor, psicólogo, carpinteiro, açougueiro, abatedor de animais, agricultor e etc. Prepara na base mais intensa que escola nenhuma fará, a base do exemplo e das descobertas nos primeiros 7 anos de vida (1º setênio), que de acordo com muitas linhas da ciência, inclusive a Antroposofia, qual tenho me dedicado a estudar atualmente; é a fase mais primordial para todo indivíduo, sendo a responsável por marcar como esse ser passará a compreender e se relacionar com o mundo. Ou seja, se os exemplos e experiências dessa fase forem bons e positivos, a chance dessa criança se tornar um adulto emocionalmente saudável e fisicamente também, são as maiores do mundo e com isso teremos profissionais e pais mais saudável, que continuaram a gerar indivíduos saudáveis para a sociedade como um todo.
Vale lembrar que os primeiros sete anos são os mais importantes sim, mas até os 21 anos é possível um pai corrigir a educação do filho, lhe garantindo mais saúde física e emocional, basta identificar qual fase do desenvolvimento ele se encontra e tomar as medidas necessárias. Agora se você passou dos 21 anos, ou não tem mais quem cuide de você, o caminho precisa ser pelo auto conhecimento, como propôs o filósofo Rudolf Steiner.
Não sabe por onde começar? A finalidade desse blog é justamente essa, mostrar um caminho, mas não o caminho convencional, e sim de uma forma como nunca te contaram. Por tanto, continue nos acompanhando e nos ajude a divulgar também. Obrigado!
Referências:
10 passos para adotar:
http://goo.gl/T2vVq4
Crianças felizes serão adultos saudáveis
http://goo.gl/iT3K4z


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